Motion Graphics ou Graphic Motion como alguns preferem falar é o termo usado para definir a expressão técnica ou artística visualizada digitalmente (ou não) por meio de mídia eletrônica como: TV, computador, video games, quiosques multimídia, etc.
Pela definição da Wikipedia Motion Graphics são gráficos que usam vídeo e/ou tecnologia de animação para criar a ilusão de movimento ou a transformação de um meio aparente. Estes gráficos em movimento são usualmente combinados com áudio para uso em projetos multimídia.
Motion Graphics geralmente são exibidos através de tecnologia de mídia eletrônica, mas podem ser exibidos através também de outras tecnologias manuais como por exemplo: Taumatrópio, Fenacistoscópio, Estroboscópio, Zoetrope, Praxinoscópio e o Flip-book). O termo é útil para distinguir ainda gráficos (ou imagem) estáticos de gráficos (ou imagem) que sofra alteração em sua forma através do tempo, sem necessariamente alterar sua forma.
Interessei-me em falar sobre este tema, pois é o método usado por 99,9% dos artistas digitais do mundo moderno. Atualmente mesmo que o profissional esteja engajado somente em uma função da área do audiovisual, seja o animador tradicional ou o colorista, certamente ele fará uma composição sobre camadas (layers) animadas nem que seja para seu próprio repertório.
Atualmente existe uma infinidade de cursos e escolas que ensinam (ou tentam ensinar) os futuros designers na área do desenho de movimento, mas NADA substitui uma boa universidade de nível superior para formar o profissional da área.
Cursos como Design Visual, Desenho Industrial, Artes e Comunicação ligada ao desenvolvimento audiovisual são belas pedidas para quem quer ingressar a carreira.

Lambie-Nairn desenvolveu a marca e a identidade para unificar o jornalismo da rede BBC e ganhou o Benchmarks Awards 2009
Para ser um bom Motion Designer é importante conhecer os fundamentos da percepção e comunicação visual. Ter um senso de estética apurado, entender bem da teoria das cores, ter ritmo musical (tocar algum instrumento ganha ponto), desenhar bem ou razoavelmente bem, saber que existem os sólidos, os vazios, a sombra e a (mãe) luz, além de ficar sempre antenado a toda parte técnica que os softwares podem oferecer.
De posse da bagagem teórica e técnica o artista propõe o conceito e a defesa estética para seu projeto ou trabalho. Vai a campo: Filma, tira fotos, cria texturas, conversa com gente, respira, capta som. Volta para o computador e coloca item por item, anima, cria milhares de Keys, erra bastante, acerta um pouco, coloca áudio, faz o 3D. E enfim… (ufa) depois de tudo montado, (horas, semanas ou meses depois) curte a melhor sensação que é a conclusão do trabalho.
São diversas áreas específicas de atuação dentro do Design de Movimento, uma delas é o desenvolvimento de créditos de filmes onde freqüentemente são contratados grandes artistas e/ou grandes estúdios para a produção do que é considerada o cartão de apresentação e encerramento do filme. Uma grande produtora desse tipo de design é uma das minhas favoritas chamada Imaginary Forces dos EUA do designer Kyle Cooper.
Abaixo segue uma pequena lista de artistas de Motion Graphics
Kyle Cooper
Len Lye
Maurice Binder
Nando Costa
Norman McLaren
Oskar Fischinger
Pablo Ferro
Saul Bass
Stan Brakhage
O cara que trabalha nesta área, também pode se dar ao luxo de desenvolver videos experimentais. Os chamados Video Art são muito bem-vindos pela comunidade do audiovisual projetando excelentes artistas à fama e o reconhecimento profissional.
Profissionais de MG muitas vezes utilizam-se de referências para reforçar o conceito previamente criado e estabelecido. A internet é a mãe para os adeptos desta prática.
Existem atualmente 148.394.321 sites relacionados ao tema design na rede! (hehehe não vai acreditar nisso)
No Brasil a comunidade de Designers é forte, criativa e manda muito bem. Nossos hermanos Argentinos também são feras! No circuito internacional as vezes é difícil comparar com trabalhos dos gringos aonde o dinheiro aplicado a projetos de motion design é infinitamente maior.
Mas no final o que conta mesmo é a criatividade do artista.